A Assembleia Municipal reuniu na passada Segunda-feira. Uma sessão extraordinária para autorizar uma expropriação, com o carácter de urgência, de um terreno no parque Millennium, a fim de construir a escola de transito. Um ponto dos dois, da Ordem de Trabalhos, que se revelou polémico, permitindo inclusive algumas, ainda que desgarradas ofensas.
Foi mau. Algo mau, a postura e as posições radicais. Só visto, porque contado é difícil!
O que é certo é que a câmara de Arouca vai para mais um processo litigioso de expropriação. É mais um caso em tribunal. Mais um, entre um já número considerável de indemnizações previstas no valor de milhares de euros. Umas em fase instrutória, outras a aguardar decisão – como por exemplo os terrenos do estádio.
Quem vier atrás que feche a porta. Parece o lema! Um mau lema.
ArchivePage 2 of 4
O André já é deputado da Assembleia da República. Parabéns André. Sinto muito orgulho nisso! Estou feliz por ti.
Subscrevo a generalidade do que muito, e bem, é dito nos comentários à notícia do Arouca.biz, sobre a sua importância sobretudo para Arouca e naturalmente para o André.
Não vale a pena repetir ideias e argumentos
O que vale a pena sublinhar é que esta chegada do André a mais alta-roda da vida política do nosso país é - em termos também de substancia politica - algo de gratificante para uma Comissão Política que eu tive a honra e o gosto de presidir e da qual fazia parte o André, enquanto Vice-Presidente e ainda os militantes Miller, Rodrigues, Joaquim, Amorim, Ivo, Fevereiro, Celso, Custódio, Marques e ainda o João. Este foi então um dos primeiros objectivos. Esta será porventura a ultima de outras satisfações! O que há em nós (estou convicto disso) é esse contentamento colectivo e o desejo das maiores felicidades para este novo cargo.
Bem merece.
Rossas viveu ontem Domingo, dia 23 de Setembro, e em clima de festa uma verdadeira «feira das colheitas».
Tendo como cenário o centro da freguesia, as gentes de Rossas revelaram-se naquilo que porventura melhor sabem fazer; o cultivo da terra. Foram assim centenas aqueles que responderam positivamente à iniciativa da Junta de Freguesia de Rossas, comprando produtos tradicionais. Comprando o que a «terra dá» em quantidade e qualidade e tendo a oportunidade de ver e ouvir folclore que se exibiu em bom nível no palco instalado no adro da Srª do Campo.
A feira de Rossas foi assim um êxito.
Um êxito a repetir já para o ano. Até porque isso todos pediram!
Neste mês andei por alguns sítios deste nosso Portugal! Uns mais interessantes outros nem por isso.
Desses sítios destaco dois; Viana do Castelo e Mora.
Viana é uma cidade que se gosta (agora já em grande parte requalificada no âmbito do programa Polis). Visitar Viana aquando da realização daquela que é justamente considerada a rainha das romarias portuguesas é sublime.
A Srª da Agonia encanta não só a mim como todas aquelas milhares de pessoas que se deslocam à princesa do Lima. As serenatas, os concertos, os cantares ao desafio, as rusgas, o fogo de artificio…Tudo encanta.
Mas o que fica é sobretudo o imenso orgulho que os Vianenses têm na sua terra e na sua festa. Notável a forma como se empenham e a vivem.
No dia 25 e numa organização das associações Unidos de Rossas e Urtiarda realizou-se uma visita ao Fluviário, no concelho de Mora.
Sobre boa disposição e espírito associativo meia centena de arouquenses deslocaram-se aquele concelho do Alentejo para conhecer uma mega infra-estrutura com 2.300 metros quadrados, localizada nas margens da Ribeira do Raia, que se assume, já em plenitude, ser um espaço de exposições, relacionadas com a fauna e a flora. O complexo do Fluviário de Mora é o primeiro da Europa e constitui-se como uma espécie de “Oceanário de água doce”.
Recebidos pelo Presidente da Câmara de Mora (foi um prazer imenso conhecer o Sr. Presidente da Câmara de Mora) ficamos a saber muito sobre um investimento modelar que ascendeu aos seis milhões de euros. Um investimento que já dá frutos quando se fala no desenvolvimento sustentado de Mora. Em quatro meses foram mais de cem mil os que visitaram o Fluviário (foi inaugurado em Março).
São cerca de 25 mil pessoas que, mensalmente, exploram este reino aquático para admirar a riqueza da flora e fauna e descobrir espécies exóticas ambientadas à natureza local.
O exemplo que fica é como é possível a partir de uma ideia simples, e de recursos grandemente endógenos, potenciar uma terra criar emprego e riqueza.
Um lição!
Enquanto Conselheiro Nacional participei ontem, na antiga FIL, numa reunião polémica, politizada e longa. Seis horas de intenso debate; Marques Mendes versus Menezes.
O reconhecimento do que o PSD está num momento difícil foi unânime. É unânime. Que já houve situações piores? Claro que sim.
Acredito que o PSD tal como o fez noutras alturas da sua vida vai ser capaz de «dar a volta por cima» e voltar a ser um partido ganhador e um partido de poder.
O que se sabe por agora é que as eleições directas para o partido vão realizar-se a 28 de Setembro, enquanto que o congresso extraordinário se irá realizar entre 12 e 14 de Outubro. Marques Mendes, considerou ser desejável a existência de mais candidatos às directas.
Será que vão existir?
Acredito que sim!
Escrevo para os jornais há 29 anos. Entre jornais de Arouca e jornais de âmbito nacional e electrónicos. Nunca me senti condicionado. Total liberdade para escrever, sem qualquer constrangimento de nenhuma natureza, sobre o que bem quis! Tudo isto para dizer que continuo muito crítico do servilismo ao poder socialista, da generalidade da imprensa arouquense. Um servilismo tangível no facto de, por exemplo ao longo deste mandato - depois de muitas polémicas, tropelias ao funcionamento democrático dos órgãos autárquicos (sem respeito pelo «direito de oposição»), obras sem razão e sem sentido, prestação medíocre na acção política… - não tenha sido perguntado, de viva voz, à qualquer elemento da oposição, quer na Câmara quer na Assembleia, o que pensa sobre qualquer uma das matérias em causa.
O assunto não é novo. Nesta perspectiva é recorrente e diz muito sobre a relação difusa «desse mundo» com o mundo da política arouquense.
Será que um dia se mudará de paradigma? Talvez sim. Eu, continuo céptico!
Um pouco por todo o país as autarquias, que se prezam, homenageiam aqueles que contribuíram para que a sua missão de serviço público se cumpra. A imprensa disso faz eco. Na semana passada o jornal «Diário de Aveiro» lá tinha uma reportagem de mais um evento dessa natureza. Desta feita em Estarreja.
Por Arouca, pouco ou nada se faz. À memória ocorre-me somente a justa homenagem que Rossas fez ao homem e ao autarca Sr. Adriano de Azevedo.
Os funcionários e mesmo os autarcas vão para a reforma sem esse gesto simples mas simbólico. Sem o agradecimento público.
A terra e as gentes de Arouca não podem ficar indiferentes. É preciso cumprir, para uma geração, esse propósito fundado. E tal deve ser feito num espaço de tempo o mais curto possível. Enquanto é tempo.
Há um ano era anunciada a atribuição à Praia fluvial do Areinho, da Bandeira Azul. Sobretudo pela Câmara de Arouca isso foi feito com pompa e circunstância.
A 1 de Julho de 2006 foi formalmente hasteada a bandeira azul na praia fluvial do Areínho, na freguesia de Canelas. Numa cerimónia que contou com a presença do elenco camarário, deputados municipais, presidentes de junta de freguesia, e ainda Graça Fonseca, responsável pelo projecto Bandeira Azul na CCDRN, o presidente da Câmara Municipal Artur Neves destacou a qualidade do projecto e a celeridade [um mês] com que as obras de requalificação daquele espaço foram concluídas. O autarca lembrou aos presentes que aquele investimento se inseria «numa política de promoção turística do concelho, para além de se dar visibilidade à qualidade das nossas águas e à biodiversidade da paisagem ambiental do município».
Pouco tempo depois de ser galardoada com a bandeira azul, a praia fluvial do Areinho viu a qualidade da sua água classificada como má pela Querqus.
Logo depois a própria Câmara Municipal de Arouca que avançava a notícia: a Bandeira Azul da Praia Fluvial do Areínho acaba de ser arreada. Na base dessa decisão estavam as últimas análises feitas à qualidade da água, efectuadas a pedido da Comissão de Coordenação da Região do Norte (CCDR-N).
Com base nesses resultados, a autarquia contestou a decisão da CCDR-N. Para nada! Chegou também a ser anunciado uma investigação por parte do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR, no sentido de apurar as causas que estavam na base destes resultados e o Presidente da Câmara que esperava «avaliar as causas a montante, nomeadamente procurando saber, junto de municípios vizinhos, em que estado está a qualidade da água do rio nessas zonas».
Tudo se esvaiu.
Foi um verdadeiro balde de água fria.
Tanta expectativa, tanto dinheiro gasto (na requalificação da praia) para nada.
Todo um misto de irresponsabilidade e frustração, porque apesar das vicissitudes esperava-se que este ano a bandeira fosse recuperada. Mas não! Lamentavelmente!
Na passada terça-feira houve reunião de Câmara. Mais uma. Longa quanto baste a fazer recordar outras, de tempos idos, mas interessante. Do ponto de vista político e da gestão da coisa pública.
Assim sendo, torna-se importante dizer que se desenha uma solução global para o saneamento básico. Não só para Arouca como para a generalidade dos municípios portugueses, preenchendo-se assim uma grave lacuna no processo de desenvolvimento do país. Na apresentação deste projecto intermunicipal estiveram presentes responsáveis da empresa Águas Douro e Paiva e Águas de Portugal. Até daqui a um ano ficará decidido se o município adere ou não a este sistema. Que terá grandes vantagens e alguns inconvenientes (o custo será significativo).
Também se ficou a conhecer, através de uma bem conseguida apresentação virtual, o novo projecto do Auditório Municipal e a zona envolvente. Opção polémica visto estar em causa um edifício de enorme envergadura para o espaço (hoje transformado em parque de estacionamento) entre o supermercado Cavadinha e o ainda «Mercado Municipal».
Turismo e mais turismo. Receita para quase tudo. Resposta que tem andado na ponta da língua, dos responsáveis políticos (leia-se, socialistas) para os grandes problemas de Arouca.
Conceptualiza-se e reconceptualiza-se. Turismo «p’rá qui», turismo «p’rá acolá». Desde a praia fluvial ao cimo do monte.
Baralha-se e volta a baralhar-se.
Depois das caminhadas, do rio Paiva e dos desportos radicais, das parideiras, de falácias e mais falácias, eis que nos é anunciado, para uma serra ardida e abandonada, mais um «passo importante» a caminho de lado nenhum; o encontro de montanhismo na Serra da Freita. Sim, essa emblemática serra destruída pelo fogo, pelas ventoinhas, pelo «patos bravos». Sim, essa da «rede natura», agora desnaturada! Sim, essa ex-líbris de Arouca!
Interroguemo-nos de que vale esse tão propalado potencial. Todo o potencial da terra, do património natural, do património construído se não é tornado em mais valia. Que não cria riqueza, sobretudo para os arouquenses…
Foto: Guilherme Carvalho


Comentários Recentes