Archive for the 'Arouca' Category

A Vicaima e a nova fábrica.

A Vicaima vai construir uma nova fábrica…em Arouca. Numa primeira fase, a futura unidade fabril terá cerca de 20.000 metros quadrados, ficando no final o projecto com uma área coberta de 59.000 m2., criando centenas de postos de trabalho, tão importantes nesta fase socio-económica tão crítica e deprimente para a região (o número de desempregados é galopante).Vicaima
A verdadeira história da instalação desta fábrica encerra em si muitas histórias, algumas das quais de contornos políticos pouco claros. Recordo a campanha difamatória iniciada pela oposição de então aquando da aquisição dos terrenos, da arma de aremesso contra os autarcas sociais democratas de então, dos entraves criados pela anterior Câmara socialista, das mentiras e acusações disparatadas contra a candidatura do PSD, aquando das últimas autarquicas, do esforço do actual Executivo para criar as condições para a sua vinda, do querer do administrador do grupo empresarial… O que vale é a verdade e um futuro que se constrói de forma séria. Porque só assim vale a pena. Voltarei ao assunto!

Faleceu a Nádia.

Nadia Oliveira

A notícia surgiu quão impetuosa como brutal. A Nádia morreu…
A Nádia que tinha visto crescer, a Nádia vizinha da casa dos meus pais, a Nádia que cantava e encantava, a Nádia da música e da arte, desaparecia num brutal acidente.
Recebia a chamada do amigo comum (André) e via as pavorosas imagens. Infelizmente há momentos assim!
Recordo a Nádia em múltiplos momentos… À memória vêem-me de imediato um episódio ocorrido nos princípios de Agosto de 2005, quando os incêndios destruíam Arouca e registei a disponibilidade da jovem psicóloga para, no meio do drama e da angústia, ajudar a sua gente, a sua comunidade. Ser útil. Ser a Nádia.
Arouca fica mais pobre. Arouca fica culturalmente muito mais pobre.
Da minha parte fica a saudade e o particular reconhecimento por um dia, a Nádia ter dado um contributo válido e plenamente conseguido no jantar da minha campanha para as autárquicas de 2001.
É enorme a mágoa.
À família deixo os mais sentidos pêsames.

O que os números dizem sobre Arouca

A imprensa tem feito eco dos últimos dados estatísticos sobre a realidade de cada concelho. Os que dizem respeito a Arouca são inquietantes e deixam-me naturalmente preocupado. Desde o Indicador de Desenvolvimento Municipal, aos índices de Qualidade de Vida e de Poder de Compra.
O Indicador de Desenvolvimento Municipal (IDM) diz-nos que Arouca continua pelos últimos lugares. Quer a nível distrital (15º) quer a nível nacional (228º), em 308 municípios.
No que diz respeito a qualidade de vida o panorama ainda é pior. Segundo o último estudo do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior (UBI). Este “Índice Concelhio de Qualidade de Vida” analisou os 278 municípios de Portugal continental, com base no anuário estatístico de 2004 do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Entre os concelhos do Entre Douro e Vouga (EDV), o melhor posicionado é S. João da Madeira. Muito distantes deste estão os restantes concelhos da região: Santa Maria da Feira (67º), Vale de Cambra (109º), Oliveira de Azeméis (129º) e, no final, Arouca (196º).
Junte-se a este cenário o baixo índice Poder de Compra. O último estudo do Instituto Nacional de Estatística coloca Arouca como o pior concelho do distrito e um dos piores do país.
Estes factos dão-nos um retrato de uma Arouca que tarda em encontrar um rumo para um desenvolvimento sustentado.

A «DEFESA»

A «Defesa de Arouca» suspendeu a sua publicação. Ainda não se sabe por quanto tempo. É pena!
A «Defesa» é um jornal semanal com uma história que, nas últimas décadas, se mistura de forma indelével com a história de Arouca. Um jornal que justamente faz parte da memória colectiva de um povo, de uma terra, e que se constituiu como um forte elo de ligação com os nossos emigrantes que se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Ligam-me vinte e cinco anos à «Defesa». Um tempo extraordinário (sobre diferentes pontos de vista) que terminou o ano passado. Fica a memória e uma palavra de solidariedade para com o seu Director e colaboradores, assim como os votos que a «Defesa» regresse depressa.

Assembleia Municipal, polémicas e dinheiro para indemnizações.

A Assembleia Municipal reuniu na passada Segunda-feira. Uma sessão extraordinária para autorizar uma expropriação, com o carácter de urgência, de um terreno no parque Millennium, a fim de construir a escola de transito. Um ponto dos dois, da Ordem de Trabalhos, que se revelou polémico, permitindo inclusive algumas, ainda que desgarradas ofensas.
Foi mau. Algo mau, a postura e as posições radicais. Só visto, porque contado é difícil!
O que é certo é que a câmara de Arouca vai para mais um processo litigioso de expropriação. É mais um caso em tribunal. Mais um, entre um já número considerável de indemnizações previstas no valor de milhares de euros. Umas em fase instrutória, outras a aguardar decisão – como por exemplo os terrenos do estádio.
Quem vier atrás que feche a porta. Parece o lema! Um mau lema.

A primeira que é a última satisfação.

O André já é deputado da Assembleia da República. Parabéns André. Sinto muito orgulho nisso! Estou feliz por ti.
Subscrevo a generalidade do que muito, e bem, é dito nos comentários à notícia do Arouca.biz, sobre a sua importância sobretudo para Arouca e naturalmente para o André. Não vale a pena repetir ideias e argumentos
O que vale a pena sublinhar é que esta chegada do André a mais alta-roda da vida política do nosso país é - em termos também de substancia politica - algo de gratificante para uma Comissão Política que eu tive a honra e o gosto de presidir e da qual fazia parte o André, enquanto Vice-Presidente e ainda os militantes Miller, Rodrigues, Joaquim, Amorim, Ivo, Fevereiro, Celso, Custódio, Marques e ainda o João. Este foi então um dos primeiros objectivos. Esta será porventura a ultima de outras satisfações! O que há em nós (estou convicto disso) é esse contentamento colectivo e o desejo das maiores felicidades para este novo cargo.
Bem merece.

Rossas e a verdadeira feira.

Rossas viveu ontem Domingo, dia 23 de Setembro, e em clima de festa uma verdadeira «feira das colheitas».
Tendo como cenário o centro da freguesia, as gentes de Rossas revelaram-se naquilo que porventura melhor sabem fazer; o cultivo da terra. Foram assim centenas aqueles que responderam positivamente à iniciativa da Junta de Freguesia de Rossas, comprando produtos tradicionais. Comprando o que a «terra dá» em quantidade e qualidade e tendo a oportunidade de ver e ouvir folclore que se exibiu em bom nível no palco instalado no adro da Srª do Campo.
A feira de Rossas foi assim um êxito.
Um êxito a repetir já para o ano. Até porque isso todos pediram!

Mês de Agosto!

Neste mês andei por alguns sítios deste nosso Portugal! Uns mais interessantes outros nem por isso.
Desses sítios destaco dois; Viana do Castelo e Mora.
Viana é uma cidade que se gosta (agora já em grande parte requalificada no âmbito do programa Polis). Visitar Viana aquando da realização daquela que é justamente considerada a rainha das romarias portuguesas é sublime.
A Srª da Agonia encanta não só a mim como todas aquelas milhares de pessoas que se deslocam à princesa do Lima. As serenatas, os concertos, os cantares ao desafio, as rusgas, o fogo de artificio…Tudo encanta.
Mas o que fica é sobretudo o imenso orgulho que os Vianenses têm na sua terra e na sua festa. Notável a forma como se empenham e a vivem.

No dia 25 e numa organização das associações Unidos de Rossas e Urtiarda realizou-se uma visita ao Fluviário, no concelho de Mora.
Sobre boa disposição e espírito associativo meia centena de arouquenses deslocaram-se aquele concelho do Alentejo para conhecer uma mega infra-estrutura com 2.300 metros quadrados, localizada nas margens da Ribeira do Raia, que se assume, já em plenitude, ser um espaço de exposições, relacionadas com a fauna e a flora. O complexo do Fluviário de Mora é o primeiro da Europa e constitui-se como uma espécie de “Oceanário de água doce”.
Recebidos pelo Presidente da Câmara de Mora (foi um prazer imenso conhecer o Sr. Presidente da Câmara de Mora) ficamos a saber muito sobre um investimento modelar que ascendeu aos seis milhões de euros. Um investimento que já dá frutos quando se fala no desenvolvimento sustentado de Mora. Em quatro meses foram mais de cem mil os que visitaram o Fluviário (foi inaugurado em Março).
São cerca de 25 mil pessoas que, mensalmente, exploram este reino aquático para admirar a riqueza da flora e fauna e descobrir espécies exóticas ambientadas à natureza local.
O exemplo que fica é como é possível a partir de uma ideia simples, e de recursos grandemente endógenos, potenciar uma terra criar emprego e riqueza.
Um lição!

O servilismo da imprensa arouquense.

Escrevo para os jornais há 29 anos. Entre jornais de Arouca e jornais de âmbito nacional e electrónicos. Nunca me senti condicionado. Total liberdade para escrever, sem qualquer constrangimento de nenhuma natureza, sobre o que bem quis! Tudo isto para dizer que continuo muito crítico do servilismo ao poder socialista, da generalidade da imprensa arouquense. Um servilismo tangível no facto de, por exemplo ao longo deste mandato - depois de muitas polémicas, tropelias ao funcionamento democrático dos órgãos autárquicos (sem respeito pelo «direito de oposição»), obras sem razão e sem sentido, prestação medíocre na acção política… - não tenha sido perguntado, de viva voz, à qualquer elemento da oposição, quer na Câmara quer na Assembleia, o que pensa sobre qualquer uma das matérias em causa.
O assunto não é novo. Nesta perspectiva é recorrente e diz muito sobre a relação difusa «desse mundo» com o mundo da política arouquense.

Será que um dia se mudará de paradigma? Talvez sim. Eu, continuo céptico!

De quem nos esquecemos!

Um pouco por todo o país as autarquias, que se prezam, homenageiam aqueles que contribuíram para que a sua missão de serviço público se cumpra. A imprensa disso faz eco. Na semana passada o jornal «Diário de Aveiro» lá tinha uma reportagem de mais um evento dessa natureza. Desta feita em Estarreja.
Por Arouca, pouco ou nada se faz. À memória ocorre-me somente a justa homenagem que Rossas fez ao homem e ao autarca Sr. Adriano de Azevedo.
Os funcionários e mesmo os autarcas vão para a reforma sem esse gesto simples mas simbólico. Sem o agradecimento público.
A terra e as gentes de Arouca não podem ficar indiferentes. É preciso cumprir, para uma geração, esse propósito fundado. E tal deve ser feito num espaço de tempo o mais curto possível. Enquanto é tempo.