Visões a partir do Porto

28 de Março de 2010

em Vários

1. Na passada sexta-feira, dia 6, realizou-se uma Sessão Extraordinária da Assembleia Metropolitana do Porto tendo um único ponto na Ordem de Trabalhos; «Orçamento de Estado para 2010 e o Desenvolvimento da Área Metropolitana». Nesse âmbito fui o primeiro subscritor e apresentei em nome do PSD e perante o plenário uma moção em defesa da conclusão da «nossa» via estruturante.
Não vou escrever hoje sobre essa moção que viria a ser aprovada por unanimidade. Quero sim testemunhar e partilhar com os leitores as manifestações de solidariedade e simpatia que o município de Arouca recebeu por parte dos deputados metropolitanos. Quer de modo formal – com intervenções sentidas – quer informalmente sobre uma terra que gostam, que apreciam e que querem ver na senda do progresso. Registo mesmo o vigor com que alguns deputados metropolitanos saíram em defesa da obra.
Algo digno de registo. Tal como já tinha acontecido, a propósito da mesma matéria, na Junta Metropolitana do Porto.
2. O Geopark de Arouca que já foi Geoparque é um projecto de grande potencial. Tal é reconhecido nãos só pelos responsáveis políticos locais como pelos agentes sociais e educativos tem feito a sua caminhada no sentido de se afirmar como um espaço de referência no campo educativo visando também o desenvolvimento turístico de uma vasta região de montanha. Define-se como «um território com limites bem definidos que possui um notável Património Geológico aliado a toda uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável» e tem como principais objectivos a Geoconservação, a Educação para o Desenvolvimento Sustentável
e o Turismo
Num dos últimos dias os alunos da escola onde exerço funções directivas visitaram-no. As impressões foram as melhores sobretudo quando referenciam a pioneira «obra» de Manuel Valério e em especial o Museu das Trilobites e o que de algum modo gravita à sua volta. Quanto ao todo do que é o Geopark há o reconhecimento de que muito falta fazer. Para além da «âncora» que está a ser o museu faz reconhecidamente falta infra-estruturas de apoio, incluindo recursos humanos qualificados para um tipo de oferta turística muito específica e o Centro de Interpretação das Pedras Parideiras para o qual a Câmara já tem projecto. Desígnios julgados importantes, que em muito ajudarão a promover «a conservação do património geológico, a educação e o turismo, o desenvolvimento de novos produtos locais e serviços, o encorajamento do artesanato e do crescimento económico local e assim a criação de novas oportunidades de emprego».

Publicado na edição de Março de 2009 do jornal «Roda Viva»

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