A água, os moinhos e os lagares de azeite.

24 de Março de 2009

em Arouca,Autarquia

A comunicação social noticiou recentemente que a Câmara de Oliveira de Azeméis recuperou os seus moinhos de água, tendo requalificado um total de 14 edifícios, criando três núcleos museológicos e investido 1.250.000 euros. Tudo a pensar no turismo e nas escolas. Tal notícia leva-me reflectir como Arouca ao longo dos últimos anos desprezou estes equipamentos que foram num passado recente fundamentais em termos económicos.
O «Parque Temático Molinológico» de Oliveira de Azeméis conta com o Núcleo Museológico do Moinho e do Pão e com o Núcleo de Adães, na freguesia de Ul, e com o Núcleo do Crasto, em Travanca. A área é “banhada” pelos rios Ul e Antuã.

Moinho (abandonado) na margem esquerda do Rio Arda (Costa, Rossas).

Moinho (abandonado) na margem esquerda do Rio Arda.

No total, o Parque engloba cerca de 29 hectares (ha), contando com 11 moinhos de água, cuja requalificação – somada às obras na envolvente – representou um investimento de 1.250.000 euros.  Este parque visa reforçar os atractivos turísticos do concelho.
A Câmara de Arouca, mais uma vez, perdeu-se na sua «caminhada». Apesar das boas intenções, apesar de muitas vezes solicitada deixou morrer os nossos moinhos. Nem sequer as diversas carreiras de moinhos existentes no concelho foram recuperadas. Salva-se o trabalho feito pela Associação Urtiarda com a recuperação feita em alguns moinhos de Rossas.
É pena que tantas ideias boas não sejam aproveitadas. Em sede de Executivo Municipal já defendi da importância deste projecto. Tal como a recuperação do lagares de azeite (também ligados a força motriz da água) e consequentemente a criação de um Centro Interpretativo. Por exemplo em Rossas ou Tropeço, onde existem ainda a infras-estruturas físicas.
Arouca precisava destas novas âncoras para criar efeitos práticos na dinâmica económica local. Não o fez. Lamentavelmente!

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1 Armando Pinho 26 de Março de 2009 às 8:35

Boa lembranças me truxerão este artigo , estou aqui no Basil e com 64 anos , mas nunca saiu da minha lembraça o lagar de azeite que tinha perto do campo do Arouca era grandioso eu ficava horas esperando que as azeitonas que la levava virar azeite , aconpanhava todo o processo , para depois levar a azeite maravilhoso para casa , não so ademirava este ,como o que tinha em santa Eulalia . tambem me veio na lembrança o muinho que tinha na minha Abessada , eu ficava horas e horas vendo a roda de pedra moendo o milho e virando farinha para preparar o delicioso pão , tudo isto ate’ os meus 15 anos , agora imaginem quantos jovens iam se deliciar ver tudo isto , seria muito bom para os jovens e para o turismo da minha Arouca. Armando Pinho

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2 Carlos Pinho 2 de Abril de 2009 às 19:38

Lembrando ao sr. Armando que tinha de ir 2 vezes ao dia retirar as maçãs que ficavam presas nas grades da entrada da água

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