O que querer do QREN?

5 de Março de 2007

em Arouca,Autarquia

A grande questão que se coloca de imediato a todos os autarcas arouquenses – e não somente aqueles que têm funções executivas – é o saber o que se quer do novo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). Ou de forma mais simples, do próximo quadro comunitário, que vai vigorar de 2007 a 2013.

Refira-se que o III Quadro Comunitário de Apoio entrou em vigor em 2000 e terminou em 2006.
Tal como se pode ler no principal documento, apresentado no passado dia 16 de Janeiro, «Conhecimento, qualificação, competitividade, coesão social – estas são as palavras-chave que vão marcar os programas, as iniciativas e os projectos que os 45 mil milhões de euros do QREN vão financiar.

O QREN e os Programas Operacionais não são um instrumento de um Governo. Eles são ferramentas de toda a sociedade, das Regiões Autónomas e das Autarquias, das empresas e dos parceiros sociais, das comunidades e da sociedade civil organizada.»
O desafio está assim colocado. Sabendo-se que este novo quadro de apoios que agora se vai desenvolver não é a peça única de planeamento do nosso futuro, ele poderá constituir-se como não só a última oportunidade como uma das mais importantes, dados os desígnios assumidos.

Razões para pensarmos que este instrumento assume claramente para Arouca as grandes ambições que se querem ver materializadas: uma terra mais culta e qualificada; um município capaz de se afirmar no desafio da competitividade e do empreendorismo, não desistindo do progresso e da justiça social.

Num concelho onde a «sociedade civil» está pouco estruturada as grandes acções que são esperadas, terão que advir da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia.

O que se espera?
-Muito!

Espera-se que não se faça mais do mesmo, mas que se procure inovar, procurando as respostas adequadas às insuficiências estruturais que o concelho atravessa e que precisa de superar.

Arouca necessita dos instrumentos disponibilizados pelo QREN para construir não só a coesão social como a valorização territorial, atenuando, por exemplo, o fosso entre o vale e a serra. Com projectos à escala adequada. Dispensam-se «elefantes brancos»! Os que existem, são mais do que suficientes. Por isso este derradeiro esforço, deverá ser aproveitado com rigor e minúcia. Tal só será possível com uma análise crítica que prepare as decisões, até porque há um novo patamar de desenvolvimento a conquistar. Se calhar com «menos betão» (ele ainda é preciso) mas com uma aposta clara em vertentes tão diversificadas como a formação e qualificação das pessoas.

Por isso toca a «arregaçar as mangas» e a construir processos participados de escolha. É o que se espera, desde já. É o que faz sentido!

Paisagem de Arouca

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