As razões que me levaram a votar contra

25 de Dezembro de 2007

em Autarquia

Na passada semana o Executivo Municipal aprovou as Grandes Opções do Plano (GOPs) 2008-2011. Houve votos para todos os gostos.
Foram diversas as razões que me levaram a votar a contra. Uma das fundamentais; perante um plano que continua a assumir uma trajectória de desenvolvimento errado e a discriminar as freguesias e as suas juntas, segundo critérios eminentemente partidários só havia esse caminho. Porque, em causa está claramente o reforço da coesão social e territorial do concelho e, acima de tudo, da nossa capacidade dinamizadora no incremento da competitividade económica e empresarial. É triste mas estão completamente esquecidas e menosprezadas as políticas económicas!
Tudo isto foi feito num momento que deveria caracterizar-se pelo desenho e definição de uma estratégia concelhia, face à implementação do QREN.
Votei contra porque não registo nenhuma preocupação da maioria socialista com as políticas sociais e ambientais, enquanto o caminho que irá ser trilhado aponta para o do aumento das despesas correntes, da aposta no acessório e no aparente, em detrimento da aposta séria no essencial, nas obras fundamentais e projectos essenciais para a melhoria da qualidade de vida da população.
Perante este quadro não fazia sentido fazer de muleta as socialistas!
Esta tomada de posição significa, uma atitude de alerta para a criação de condições susceptíveis de, pelo menos, estancar a desertificação económica e humana que se constata nas freguesias mais periféricas do concelho. Este voto contra tem um significado político preciso ao denunciar, por um lado, essa clara discriminação e, por outro, ao discordar das opções por alguns projectos a candidatar ao QREN, hipotecando a última oportunidade de colocar o nosso concelho na linha da frente do desenvolvimento económico sustentado.

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