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Arouca

Turismo? Por agora o de garrafão.

por imprevisto em Maio 21, 2007

Turismo e mais turismo. Receita para quase tudo. Resposta que tem andado na ponta da língua, dos responsáveis políticos (leia-se, socialistas) para os grandes problemas de Arouca.
Conceptualiza-se e reconceptualiza-se. Turismo «p’rá qui», turismo «p’rá acolá». Desde a praia fluvial ao cimo do monte.
Baralha-se e volta a baralhar-se.
Depois das caminhadas, do rio Paiva e dos desportos radicais, das parideiras, de falácias e mais falácias, eis que nos é anunciado, para uma serra ardida e abandonada, mais um «passo importante» a caminho de lado nenhum; o encontro de montanhismo na Serra da Freita. Sim, essa emblemática serra destruída pelo fogo, pelas ventoinhas, pelo «patos bravos». Sim, essa da «rede natura», agora desnaturada! Sim, essa ex-líbris de Arouca!
Interroguemo-nos de que vale esse tão propalado potencial. Todo o potencial da terra, do património natural, do património construído se não é tornado em mais valia. Que não cria riqueza, sobretudo para os arouquenses…

Foto: Guilherme Carvalho

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O regresso dos calhaus.

por imprevisto em Maio 15, 2007

Depois da saga construtivista - do ponto de vista da acção política da oposição (então de esquerda) - à volta da rotunda dos calhaus e quando já lá vão cerca de quinze anos, eis que eles regressam em força. E para ficar, presume-se!
De facto, quem passar na nova Circular Urbana, num dos acessos à Zona Industrial de São Domingos e Mata, lá esta uma nova rotunda recheada de emblemáticos calhaus. De todos os tamanhos. Para todos os gostos.
E que dirão agora os críticos de então? Ficam agora deslumbrados?
Mudam-se tempos, mudam-se as vontades!

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Acreditar. Porque vale a pena!

por imprevisto em Abril 30, 2007

Arouca conheceu nos últimos dias uma actividade intensa, não só do ponto de vista desportivo como cultural. E o que se encontra como pano de fundo? O associativismo! Pela organização, capacidade e dinâmica!

Se a associação «Futebol Clube de Arouca» nos deu a subida ao nacional, o Grupo Coral de Urro trouxe até Arouca centenas de cicloturistas, a Associação dos Amigos da Cultura e do Desporto de Ponte Telhe organizou a 5º Circuito Sr.ª da Mó (integrado no Campeonato Nacional de Corrida em Montanha), o Sport Rossas e Malta arrancou com 1º Torneio de Futebol de 7 e a «Anima Património» organizou uma iniciativa já emblemática: «Cister, Sabores e Saberes». Estes, entre outros exemplos.

Acreditar no movimento associativo - que faz melhor e bem mais barato (basta ter em conta o trabalho voluntário dos seus dirigentes e associados) - e apoia-lo é mais que um dever uma obrigação dos poderes políticos. Desde o Governo às autarquias. Sem reservas!

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Triste sina a nosssa!

por imprevisto em Abril 29, 2007

Ontem, dia 28 de Abril de 2007, na Assembleia Municipal de Arouca, ficou a saber-se, pela voz do Presidente da Câmara, que o Governo da Nação não tem dinheiro para concluir a via estruturante nem sequer para avançar com o projecto.

Largos meses depois de concluida a primeira fase este é o pior dos sinais. Triste sina a…nossa!

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Parabéns ao FC de Arouca

por imprevisto em Abril 29, 2007

O clube de Arouca, o clube dos arouquenses, venceu. O «nosso» Arouca subiu de divisão. Parabéns a todos aqueles que, mobilizando recursos e vontades tornaram possível este desígnio.

Uma felicitação especial à sua Direcção na pessoa do Sr. Carlos Pinho.

Bem hajam por tornarem um sonho…realidade.

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A propósito do país…

por imprevisto em Abril 29, 2007

Nem a Primavera - que chegou triste e fria - traz aos portugueses razões para sorrir. É difícil perante o quadro sombrio que nos é dado pela incapacidade das gentes lusas de vencer as dificuldades e ultrapassar a crise.
As notícias são más. Muito más, apesar do défice ter diminuído e o Governo de Sócrates ter feito uma festa…e «Arouca», que não o concelho (mas sim o Luís da Universidade Independente), andar nas bocas do Mundo.
E por Arouca?
- As coisas vão piorando. O quadro é depressivo. Não só do ponto de vista económico como social e até político.
Ao longo dos últimos anos o número de arouquenses desempregados e com o Rendimento Social de Inserção não para de aumentar. Tal como são muitos aqueles que batem à porta da autarquia pedindo «pequenas» ajudas para tudo e mais alguma coisa (medicamentos, pequenos arranjos nas habitações, passe dos filhos, etc.). Arouca tarda em recuperar do fecho da Clarks. E já lá vão meia dúzia de anos. É caso para perguntar para onde vamos em termos de coesão social!
Os arouquenses (tal como os portugueses) voltam a emigrar. O pior sintoma de todos!
A Câmara socialista que deveria ser um dos principais agentes dinamizadores para a criação de condições para o progresso e desenvolvimento entretém-se a fazer, à semelhança do governo da nação, propaganda - através de todos os meios ao seu alcance. Onde se esperava determinação, coragem para inovar, capacidade empreendedora vê-se calculismo e o «continuar uma caminhada» que não leva a lado nenhum.
E por falar na Câmara… Ainda duas breves notas.
Tal como já foi denunciado pela oposição social-democrata, não só no anterior Executivo como no actual, alguém continua a alimentar um esquema ilegal de prestação de serviços às Juntas de Freguesia. Apesar de múltiplos aspectos que devem ser apreciados à luz da lei, há um, entre muitos, que sobressai do ponto de vista político: o poder discricionário para ceder o equipamento e máquinas às Juntas de Freguesia, conforme os credos e a cor política. Quase sempre são as mesmas as beneficiadas. Queixam-se muitos dos autarcas de freguesia.

E quando…entre almoços e jantares.
O assunto não é novo. É recorrente…e dai a fama e provavelmente o proveito…de alguns, naturalmente. Arouca recebe bem! Muito bem, só que, com o dinheiro do povo é um bocado aborrecido e naturalmente reprovável. De facto, não se percebe a incontrolável e desmedida generosidade da Câmara - na pessoa do seu Presidente é claro - em oferecer almoços e jantares a torto e a direito e à revelia do Executivo Municipal.
O tema teve já «honra» de tratamento em sede de reunião do Executivo Municipal. A propósito da concentração dos Porches…

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O princípio do fim do mundo rural?

por imprevisto em Março 18, 2007

As zonas rurais caminham para um estado de tal forma crítico que a sobrevivência pode estar mesmo em causa. Populações geralmente dispersas, afastadas dos grandes centros de decisão, enfraquecidas por perdas demográficas e pelos seus elementos mais activos e empreendedores, praticando uma agricultura tradicional cada vez mais desfasada das exigências dos dias de hoje (que vem deixando de ser a principal base de subsistência das populações locais), fracos investimentos, ausência de espírito crítico e empreendedor, baixo nível de instrução, resistência à mudança, enfim, são alguns dos factores locais que contribuem para a situação de crise que se vive nestas áreas.
O estado para que parece caminhar o mundo rural, confrontado a cada instante com profundos desequilíbrios, constitui para todos motivo de apreensão.
È assim o «desenvolvimento». Complexo e desumano em alguns aspectos.
Portugal é hoje um exemplo paradigmático, pois enquanto as áreas metropolitanas e dos grandes centros aumenta, enquanto crescem as torres de betão sobre os espaços verdes, enquanto se apinham em bichas infindáveis dos transportes urbanos, o campo, cada vez mais, vai ficando ao abandono.
A imagem territorial de Portugal é cada vez mais, a de um crescimento litoral e urbano que acentua o deserto da interioridade, que esvazia o campo dos meios necessários para um desenvolvimento auto-sustentado.
Desde alguns anos que as oliveiras e as vinhas vêm sendo substituídas por eucaliptos; as populações rurais continuam a deslocar-se para os grandes centros, ficando os mais idosos nas crescentes “aldeias-fantasma” do país.
São as “deseconomias do progresso”.
Terras e gentes vitimas das instituições dominantes. Instituições que reforçam as centralidades para o investimento, esquecendo que, ao investir e apoiar directamente o desenvolvimento das zonas rurais, se está indirectamente a auxiliar os grandes centros, em termos de impedir maior pressão demográfica e degradação da qualidade de vida. A tudo isto não é alheio um “paternalismo” e uma concepção de desenvolvimento excessivamente voltada para o aumento de riqueza e crescimento económico, adoptando modelos externos, e marginalizando, sobretudo, o espaço rural.
É também esse «mundo rural» que o Governo Socialista de Sócrates quer ainda sacrificar mais. E por isso não se entende o encerramento de escolas, de estações de CTT, centros de saúde e serviços de urgência. Um crime político contra os interesses de desenvolvimento equilibrado do território nacional.
O primeiro-ministro sabe que Portugal é o país da Europa com maiores problemas de desertificação, com uma desequilibradíssima ocupação desse mesmo território.
Assim, vários processos continuam o seu curso negativo.
O sinal de Sócrates aos jovens é de que as suas terras não têm futuro. E dai, de novo, a emigração. A Espanha e a Inglaterra são a «França» dos anos sessenta!

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O que querer do QREN?

por imprevisto em Março 5, 2007

A grande questão que se coloca de imediato a todos os autarcas arouquenses - e não somente aqueles que têm funções executivas – é o saber o que se quer do novo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). Ou de forma mais simples, do próximo quadro comunitário, que vai vigorar de 2007 a 2013.

Refira-se que o III Quadro Comunitário de Apoio entrou em vigor em 2000 e terminou em 2006.
Tal como se pode ler no principal documento, apresentado no passado dia 16 de Janeiro, «Conhecimento, qualificação, competitividade, coesão social – estas são as palavras-chave que vão marcar os programas, as iniciativas e os projectos que os 45 mil milhões de euros do QREN vão financiar.

O QREN e os Programas Operacionais não são um instrumento de um Governo. Eles são ferramentas de toda a sociedade, das Regiões Autónomas e das Autarquias, das empresas e dos parceiros sociais, das comunidades e da sociedade civil organizada.»
O desafio está assim colocado. Sabendo-se que este novo quadro de apoios que agora se vai desenvolver não é a peça única de planeamento do nosso futuro, ele poderá constituir-se como não só a última oportunidade como uma das mais importantes, dados os desígnios assumidos.

Razões para pensarmos que este instrumento assume claramente para Arouca as grandes ambições que se querem ver materializadas: uma terra mais culta e qualificada; um município capaz de se afirmar no desafio da competitividade e do empreendorismo, não desistindo do progresso e da justiça social.

Num concelho onde a «sociedade civil» está pouco estruturada as grandes acções que são esperadas, terão que advir da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia.

O que se espera?
-Muito!

Espera-se que não se faça mais do mesmo, mas que se procure inovar, procurando as respostas adequadas às insuficiências estruturais que o concelho atravessa e que precisa de superar.

Arouca necessita dos instrumentos disponibilizados pelo QREN para construir não só a coesão social como a valorização territorial, atenuando, por exemplo, o fosso entre o vale e a serra. Com projectos à escala adequada. Dispensam-se «elefantes brancos»! Os que existem, são mais do que suficientes. Por isso este derradeiro esforço, deverá ser aproveitado com rigor e minúcia. Tal só será possível com uma análise crítica que prepare as decisões, até porque há um novo patamar de desenvolvimento a conquistar. Se calhar com «menos betão» (ele ainda é preciso) mas com uma aposta clara em vertentes tão diversificadas como a formação e qualificação das pessoas.

Por isso toca a «arregaçar as mangas» e a construir processos participados de escolha. É o que se espera, desde já. É o que faz sentido!

Paisagem de Arouca

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4/8/2005

por imprevisto em Março 5, 2007

Foi precisamente em 4/8/2005 que Arouca viveu um dos seus dias mais tristes. A nossa terra ardia com os arouquenses impotentes para vencer a fúria do fogo.
Estava na Vila. Da avenida principal registei o princípio do fim do emblemático monte da Srª da Mó.

Depois disso a cinza tomou conta de tudo. De todos.
O verde lá vai surgindo sem que o «homem» faça algo para que a floresta seja ordenada.
Assim não.

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Terra de Malta

por imprevisto em Março 4, 2007

No início… começo pela minha terra: Rossas. E, naturalmente…a minha gente!

Rossas é uma das 20 freguesias do concelho de Arouca. Circundada por montanhas atravessam-na dois rios e servem-na duas estradas. E uma via! Estruturante? A ver vamos.

No centro da freguesia, coroando um pequeno outeiro, encontra-se a capela de Nossa Senhora do Campo. Hoje (quase) escondida, por cada vez mais casas.
A parte baixa da freguesia desdobra-se em volta dessa capela. E que melhor visão senão aquela que nso dá D. Domingos de Pinho Brandão…descendo primeiro em terra fértil e verdejante, subindo depois em campos socalcados e, finalmente, em montes e montanhas que lhe fecham os horizontes. Numa dessas montanhas ficam os lugares de Provisende e Saril, bastante afastados do centro. A sua topografia parece ter sido moldada escultòricamente em volumes e formas variadas que se combinam e distribuem em harmonia e beleza.
A freguesia designava-se antigamente Congusta (Congusto) ou Santa Maria de Congusta. No século XIII passou a chamar-se Rossas.
Desde cedo pertenceu à Ordem de Malta. Já na primeira metade do século XIII, esta Ordem aí possuia bens.
É rodeada pelas freguesias de Santa Marinha de Tropeço, Várzea, S. Miguel de Urrô.
É esta a terra da minha vida. Do meu imaginário…os amigos, os lugares, a festa, o tempo. O Tempo que já lá vai.

Rossas, terra de fé.

Por do Sol em Rossas, visto a partir do Souto

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