São já significativas as «derrotas» do anterior Presidente da Câmara. Claro que umas de maior relevância que outras. Necessariamente e depois dos obstáculos de diferente natureza que colocou à Vicaima e que este Executivo resolveu, conhece-se agora mais uma. O quartel da GNR deixa o local que teimosamente queria (na Zona Industrial da Mata) para se instalar no centro de Arouca.
Correspondendo a uma reivindicação vinda sobretudo da oposição social-democrata que queria o quartel no centro da vila, foi finalmente aprovado, em reunião de Câmara de 22 de Julho, por unanimidade, o projecto e a localização do futuro quartel da GNR de Arouca. O edifício ficará localizado no prolongamento da Rua D. Afonso Henriques, a poente da EN 326, num terreno com uma área total de cerca de 3600 m2. Foi já publicado o anúncio de concurso, estando o acto público agendado para 11 de Setembro.
…uma boa noícia e uma vitória do bom senso.
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O Torneio de Futebol Infantil/Juvenil 2008 teve no passado dia 1 de Agosto o seu último dia de competição. Houve vencedores e vencidos. Houve sobretudo a prática de um desporto muito popular e a descoberta de novos valores para a prática do futebol. Mais um êxito a juntar a tantos outros conhecidos ao longo de mais de duas décadas.
Ao estar ontem a assistir às dos diferentes escalões, recordo com saudade os primórdios desta competição. O esforço abnegado da Câmara de então e do saudoso Óscar Silva. O brilho de hoje não ofusca o de então. O Campo do Parque era no mês de Julho um espaço vivo e animado. Havia vida no centro da Vila. Hoje isso perdeu-se. A passagem para o sintético, anexo ao estádio, trouxe inegáveis mais valias à competição. Mas, há sempre um mas, a Vila e em especial o comércio perdeu muito. E é pena!
Ah, já agora, a minha equipa de sempre (os Unidos de Rossas) perderam na final. Nos penaltys. Também foi pena!
Parabéns aos vencedores.
«A grande viagem geológica» é o titulo de uma reportagem publicada este mês pela NATIONAL GEOGRAPHIC.
Muito fruto do seu trabalho, Manuel Valério tem destaque numa das mais prestigiadas revistas do mundo, publicando inclusive uma foto sua. Em determinada altura pode-se ler «É um empresário invulgar para o nossos país, que chamou vezes sem conta os investigadores, que promoveu exposições de fósseis encontrados».
Desde há muito que admiro a coragem, a audácia e a tenacidade do Manuel Valério. Ele bem merece a referência da NATIONAL GEOGRAPHIC, como mereceu, no passado dia 17 de Junho, no Salão Nobre da Câmara Municipal, os fortes aplausos que a meia centena de cientistas, vindos de todos vindos os quatro cantos do mundo, lhe dirigiram.
A Câmara Municipal recebeu «GEOCONSERVAÇÃO 2008». Galardão atribuído pela ProGEO (Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico), por reconhecer o «carácter inovador, relevância científico-pedagógica e relevância para o público em geral do projecto candidato de identificação, conservação e valorização do património geológico da região». Independentemente do mérito do prémio, vai ficando a ideia que a Câmara pouco tem feito, em termos de construção de infra-estruturas, de obra física, para que o Geoparque seja uma realidade consistente e um verdadeiro centro de interesse no campo do desenvolvimento turístico. Um Geoparque na verdadeira assunção do conceito.
Por agora fica sensação – como já denunciei em reunião do Executivo Municipal – que há claramente um aproveitamento feito em pelo extraordinário trabalho em Canelas, pelo empresário por Manuel Valério. Esse sim de grande relevância, feito com tenacidade e audácia. Sem prémios públicos!…
Um outro projecto que, por agora foi por água abaixo, é o da hospedaria prevista para a ala Sul do Mosteiro. Aberto o concurso público e dado o grau de exigência e amplitude dos requisitos, tal como previ, ninguém se mostrou interessado. Por agora todo um trabalho (e dinheiro) em vão.
Recorde-se que o anúncio de mais um empreendimento estruturante foi feito com toda a pompa e circunstância com cerimónia a preceito, assinatura do protocolo envolvendo a Câmara de Arouca e o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), com a presença honrosa da então Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, que na altura realçou a importância das «alianças estratégicas para potenciar investimentos em defesa do património histórico». O protocolo então assinado visa requalificar e valorizar o Mosteiro e potenciar o turismo cultural na região.
Um ano e meio depois é o que se vê!
O debate que hoje se faz um pouco por todo o mundo, sobre o aumento do preço dos produtos essenciais, leva-me a reflectir sobre testemunhos de intervenção política feita em Arouca nas duas últimas décadas, sobretudo na Assembleia Municipal, tendo como pano de fundo a agricultura e o seu (não) futuro, e o desenvolvimento do mundo rural.
Quantas vezes ouvi vozes, sobretudo vindo das bancadas de esquerda, que agricultura tinha os dias contados, mesmo quando à distância se percebia a importância do equilíbrio fundamental entre o rural e o urbano. Uma discussão recorrente, filosófica, com laivos mais ou menos saudosistas, tendo como pano de fundo a dialéctica entre explorados e exploradores. Sendo certo que nunca se poderá esquecer que durante muitos e longos anos a situação nos campos era de extrema pobreza, injustiça e miséria, que foi do campo que milhões de portugueses tiveram de emigrar para escapar à fome e à indigência, não se desculpa aqueles que, com responsabilidade política quer a nível local quer nacional, denotaram grande desprezo pela agricultura. Veja-se como o fértil vale de Arouca foi, ao longo dos últimos anos, destruído.
Estamos também neste domínio a pagar a factura!
O preço dos alimentos básicos é hoje motivo de enorme preocupação e o processo mais parece uma espécie de ajuste de contas com o passado. Sobretudo com o passado recente.
Hoje há muitos a recordar que antes de entrarmos na UE produzíamos mais de metade do que comíamos. Duas décadas depois, sabe-se que produzimos menos de um quarto daquilo que comemos; à força de subsídios, desmantelámos a frota pesqueira e deitámos fora toda uma cultura e saber que demorou gerações infinitas a apurar. A Comunidade Europeia, o povo europeu, pagou ao longo dos últimos anos fortunas para que os agricultores abandonassem os campos. Ficaram a monte, como se ousa dizer.
Muitos ficarem expectantes, sentados a ver em que paravam as modas. Não se investiu. Ninguém inovou.
Por arrastamento vimos como foi desmantelada a florestal tradicional, em favor de um mar de eucaliptos, contribuindo ainda mais para a desertificação e os indescritíveis incêndios de Verão.
Como pano de fundo fica a ideia de como foi possível gastar os rios de dinheiros europeus, que nos poderiam e deveriam ter garantido a solvabilidade e independência económica para sempre, a construir estradas, auto-estradas e duas metrópoles que nunca são suficientes para acolher o Portugal que fugiu do interior defunto, onde fecham hospitais, escolas, maternidades, tribunais…e tudo mais que há-de vir à cabeça dos nossos insensatos governantes, cada vez mais sensíveis única e exclusivamente aos argumentos e influências de uma determinada casta de falsos empresários que vegetam perpetuamente à sombra do Estado. Eis um poder obscuro que nos governa, que nunca poderá ser sufragado! Tudo isto feito num Portugal presumivelmente democrático, em acções legitimadas por grandes «fazedores de opinião» que a soldo do mesmo poder, nos vão dizendo da importância dos sacrifícios a bem de um futuro que continuará a sorrir, como sempre …para os mesmos!
A Vicaima vai construir uma nova fábrica…em Arouca. Numa primeira fase, a futura unidade fabril terá cerca de 20.000 metros quadrados, ficando no final o projecto com uma área coberta de 59.000 m2., criando centenas de postos de trabalho, tão importantes nesta fase socio-económica tão crítica e deprimente para a região (o número de desempregados é galopante).
A verdadeira história da instalação desta fábrica encerra em si muitas histórias, algumas das quais de contornos políticos pouco claros. Recordo a campanha difamatória iniciada pela oposição de então aquando da aquisição dos terrenos, da arma de aremesso contra os autarcas sociais democratas de então, dos entraves criados pela anterior Câmara socialista, das mentiras e acusações disparatadas contra a candidatura do PSD, aquando das últimas autarquicas, do esforço do actual Executivo para criar as condições para a sua vinda, do querer do administrador do grupo empresarial… O que vale é a verdade e um futuro que se constrói de forma séria. Porque só assim vale a pena. Voltarei ao assunto!
A notícia surgiu quão impetuosa como brutal. A Nádia morreu…
A Nádia que tinha visto crescer, a Nádia vizinha da casa dos meus pais, a Nádia que cantava e encantava, a Nádia da música e da arte, desaparecia num brutal acidente.
Recebia a chamada do amigo comum (André) e via as pavorosas imagens. Infelizmente há momentos assim!
Recordo a Nádia em múltiplos momentos… À memória vêem-me de imediato um episódio ocorrido nos princípios de Agosto de 2005, quando os incêndios destruíam Arouca e registei a disponibilidade da jovem psicóloga para, no meio do drama e da angústia, ajudar a sua gente, a sua comunidade. Ser útil. Ser a Nádia.
Arouca fica mais pobre. Arouca fica culturalmente muito mais pobre.
Da minha parte fica a saudade e o particular reconhecimento por um dia, a Nádia ter dado um contributo válido e plenamente conseguido no jantar da minha campanha para as autárquicas de 2001.
É enorme a mágoa.
À família deixo os mais sentidos pêsames.
As relações do PSD Arouca com o PSD de Vale de Cambra sempre foram as melhores. Recordo a presença de dirigentes Arouca nas iniciativas mais emblemáticas da Secção de Vale de Cambra e de dirigentes de Vale de Cambra nas iniciativas de Arouca. Recordo sobretudo um delas; quando em Arouca se homenageou os fundadores do Partido e tivemos o gosto de ter então o Presidente da Câmara de Vale de Cambra (entretanto já falecido).
No passado Sábado tive o particular gosto de fazer parte de uma representação social-democrata de Arouca (PSD e JSD) no almoço convívio da tomada de posse na nova Comissão Política que agora é liderada pelo também Presidente da Câmara José Bastos e que contou com a presença do Presidente do Partido, Luís Filipe Menezes.
Um inicitiva que foi também o ponto de (re)encontro com muitos companheiros…. depois da distância que já lá vai…Desde as últimas eleições….
Foto que regista a presença do antigo presidente da Câmara de Vale de Cambra, no trigésimo aniversário do PSD de Arouca. Uma iniciativa que serviu também para homenagear os seus fundadores no concelho.
A imprensa tem feito eco dos últimos dados estatísticos sobre a realidade de cada concelho. Os que dizem respeito a Arouca são inquietantes e deixam-me naturalmente preocupado. Desde o Indicador de Desenvolvimento Municipal, aos índices de Qualidade de Vida e de Poder de Compra.
O Indicador de Desenvolvimento Municipal (IDM) diz-nos que Arouca continua pelos últimos lugares. Quer a nível distrital (15º) quer a nível nacional (228º), em 308 municípios.
No que diz respeito a qualidade de vida o panorama ainda é pior. Segundo o último estudo do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior (UBI). Este “Índice Concelhio de Qualidade de Vida” analisou os 278 municípios de Portugal continental, com base no anuário estatístico de 2004 do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Entre os concelhos do Entre Douro e Vouga (EDV), o melhor posicionado é S. João da Madeira. Muito distantes deste estão os restantes concelhos da região: Santa Maria da Feira (67º), Vale de Cambra (109º), Oliveira de Azeméis (129º) e, no final, Arouca (196º).
Junte-se a este cenário o baixo índice Poder de Compra. O último estudo do Instituto Nacional de Estatística coloca Arouca como o pior concelho do distrito e um dos piores do país.
Estes factos dão-nos um retrato de uma Arouca que tarda em encontrar um rumo para um desenvolvimento sustentado.
A «Defesa de Arouca» suspendeu a sua publicação. Ainda não se sabe por quanto tempo. É pena!
A «Defesa» é um jornal semanal com uma história que, nas últimas décadas, se mistura de forma indelével com a história de Arouca. Um jornal que justamente faz parte da memória colectiva de um povo, de uma terra, e que se constituiu como um forte elo de ligação com os nossos emigrantes que se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Ligam-me vinte e cinco anos à «Defesa». Um tempo extraordinário (sobre diferentes pontos de vista) que terminou o ano passado. Fica a memória e uma palavra de solidariedade para com o seu Director e colaboradores, assim como os votos que a «Defesa» regresse depressa.

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