Para onde vai o PSD?

22 de Julho de 2007

em PSD

Enquanto Conselheiro Nacional participei ontem, na antiga FIL, numa reunião polémica, politizada e longa. Seis horas de intenso debate; Marques Mendes versus Menezes.
O reconhecimento do que o PSD está num momento difícil foi unânime. É unânime. Que já houve situações piores? Claro que sim.
Acredito que o PSD tal como o fez noutras alturas da sua vida vai ser capaz de «dar a volta por cima» e voltar a ser um partido ganhador e um partido de poder.
O que se sabe por agora é que as eleições directas para o partido vão realizar-se a 28 de Setembro, enquanto que o congresso extraordinário se irá realizar entre 12 e 14 de Outubro. Marques Mendes, considerou ser desejável a existência de mais candidatos às directas.
Será que vão existir?
Acredito que sim!

{ 6 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 Tavares 27 de Julho de 2007 às 4:22

Bem…
Com este lider, claramente, não irá a lado nenhum! (O congresso de Pombal fez uma má escolha)

E com a falta de transparência actual na gestão dos ficheiros de militantes, muito menos!

Veja-se quem querem os portugueses e os eleitores do PSD para lider…

Responder

2 Pedro Sousa 27 de Julho de 2007 às 17:57

Julgo que esta fase do PSD é bem mais complicada que outras, dado que nunca enfrentou o PS com maioria absoluta.
Além disso, quer Mendes quer Menezes parecem-me candidatos fracos para levar o PSD de novo ao poder. Depois disso, no horizonte tem eventualmente 2 candidatos: Ferreira Leite ou António Borges. Não vejo mais ninguém que possa ter visibilidade suficiente. Aguiar Branco??? Quantas pessoas saberão quem ele é?
Ó líder actual tem a difícil tarefa de (mantendo-se a tendência) evitar uma pesada derrota em 2009 e depois disso tudo ficará ainda mais difícil.
Obviamente, espero que o PSD aparece com força, porque apesar de socialista, acho que alternancia é importante.

Responder

3 victor Mendes 9 de Setembro de 2007 às 6:36

caro óscar

Tal como tu participei como tu como conselheiro Nacional no último conselho Nacional e com amizade discordo de ti.
O dr. Marques Mendes está há dois anos na liderança do PSD e nesse papel foi um desastre. O PS com a gestão desastrada do país continua a ter mioria absoluta..apesar de todos dizerem que o governo governa mal ele continua popular não pelas medidas mas porque a população diz…”bem …o psd não tem líder…”
Neste contexto somente resta apoiar o dr. Luis filipe MENEZES…Ele é um líder com obra feita em Gaia e com capacidade de luta para derrotar em 2009 o inarrável Sócrates….
Quanto ao dons Sebastiões penso que não podemos estar à espera….será por medo que eles não aparecem..????
por tudo isto apoio o lUIS FILIPE MENEZES…para ganhar 2009

Responder

4 Pedro Sousa 1 de Outubro de 2007 às 4:45

Confesso que a vitória de Menezes me deixou de boca aberta… nunca julguei que fosse ganhar. Aliás, sempre pensei que Marques Mendes ía ganhar com grande margem.
Vou mais longe… acho até que Menezes não achava que fosse ganhar (daí não estar preparado para responder se ficava ou não na CMGaia).
Por defeito meu, concerteza, não consigo imaginar Menezes como Primeiro-Ministro. Tem um discurso para o povo, mas não os cativa para lhe confiar os destinos de um país.
Moro em Gaia e admiro o seu trabalho como autarca, do ponto de vista da obra visível. Não sei como está a saúde financeira da Camara, mas se estiver controlada, tem de se reconhecer que é grande autarca. Também, depois do Carvalheira…
Enquanto socialista, apesar de achar Menezes mais fraco que Mendes (e este já era muito fraco), receio que esta reviravolta faça os militantes pensar que é possível chegar ao Poder em 2009 e isso de certa forma os galvanize. Conto, no entanto, com os ódios internos do PS para minar Menezes. Desculpem lá…

Responder

5 Pedro Sousa 1 de Outubro de 2007 às 4:47

ERRATA:

Obviamente queria dizer no post anterior “os ódios internos do PSD”

Responder

6 José Amaral 5 de Outubro de 2007 às 11:52

O ENGENHEIRO QUE SE CUIDE, PORQUE…
… MENEZES É OBRA!…

Estou a falar do “líder” do, ainda denominado, “Partido Socialista” e que, na circunstância, é um concidadão a exercer, temporariamente, as funções de Primeiro-ministro de Portugal. Queiram (ou não) os seus “alinhados”, o engenheiro é, de facto, o “líder” político – partidário do chamado “centro – direita”… E, em termos da governação, quer o seu discurso, como as suas decisões, são mais viradas para a direita (conservadora) que para o centro, ou seja: incrivelmente e ao fim de 33 anos da “consolidação da nossa pobre democracia”, Sócrates é o cidadão que, enveredando pela carreira política, mais se aproximou do regime deposto em 25 de Abril de 1974! Sempre julguei que o nosso antigo “primeiro” – quem, nessas funções, não conseguiu terminar um mandato – jamais teria um sucessor – e, ainda por cima, da sua “família socialista” – com tamanhas ideias conservadoras e burguesas e, ainda, com mais convicção! Agora, entendo porque a sua preferência, para a Presidência da República, recaiu sobre o, então “invernado” Soares, retirando o apoio ao seu camarada (no bom sentido) Alegre! É que, este, continua a manter-se fiel aos princípios do chamado “socialismo democrático” (se bem que não entendo a existência do “socialismo anti-democrático”), acabando por quase provocar uma segunda – volta das Presidenciais de 2006, o que – a ter acontecido – seria, presentemente, o provável Presidente de todos os portugueses e, simultaneamente, uma força de bloqueio às ideias retrógradas do seu “camarada” Sócrates & C.ª (que Deus me perdoe que até o chamei de “camarada”). É verdade, nem esta tremenda derrota (Presidenciais), nem a anterior (Autárquicas) o fez recuar nas prepotentes decisões conservadoras da sua governação. A sua sorte foi a de, durante estes 2 anos, não ter tido a contestação firme do maior partido da oposição, liderado pelo “frouxo” Marques Mendes, fora e dentro da Assembleia da República, ou seja: Durante aquele período da sua (des) governação o PSD perdeu a oportunidade de fazer uma oposição muito mais eficaz. Sim, porque, Marques Mendes, nunca percebeu que o seu espaço político havia sido ocupado pelo PS de Sócrates. E, assim, acabou por perder a Câmara de Lisboa e, implicitamente, por pôr o seu lugar à disposição na liderança do seu partido, convicto de que a mesma sairia reforçada – “saiu-lhe o tiro pela culatra” – ou seja: Os militantes de base não foram na sua conversa e, nas “directas”, impuseram-lhe uma estrondosa derrota. Ao contrário, contra tudo e contra todos (contra os chamados “notáveis – barões” e os que se julgam os sábios “comentadores de política” – jamais acreditarei em tais “sabichões”, como, por exemplo, Marcelo ou Pacheco) – Menezes é o legítimo Líder do PPD, à imagem de Sá Carneiro e – porque não – de Santana Lopes? É que a sua verdadeira história à frente dos destinos do seu PPD e do País, ainda não foi devidamente contada! Foram muitos os seus “traidores”, alguns dos quais não conseguiram trair Menezes, como seria o seu maior desejo. E, agora? – Interrogar-se-ão os portugueses que, na expectativa, aguardam, como de pão para a boca, por melhores dias… por um “Salvador da Pátria” – Será Menezes o “maior português” deste início do séc. XXI? Pela parte que me toca, não tenho quaisquer dúvidas! Sou gaiense e… basta: Gaia, com Menezes… é Obra! É um dos maiores concelhos de Portugal e que, com Menezes, passou a ser um concelho exemplar e de referência para o resto deste pobre País. Prefiro um “populista” com obra feita, a um “conservador, enganador e propagandista”! Estou plenamente convicto de que o actual Líder da verdadeira Social – Democracia (ou – se quiserem – do verdadeiro Socialismo Democrático), protagonizado pelo malogrado Sá Carneiro, saberá ocupar o espaço político – partidário desprezado por Sócrates – o “centro – esquerda “– e, assim, com o seu saber e com a sua forma honesta de fazer política (coisa que, nos tempos que correm, não tem existido) – a carreira que, em boa – hora, soube abraçar – em 2009 (se não for antes), Menezes vai ser o próximo Primeiro-ministro de Portugal, com o apoio dos verdadeiros sociais – democratas, dos socialistas enganados e arrependidos, daqueles que, ora votam PS, ou PPD, de parte dos abstencionistas e, ainda, daqueles que, desiludidos, deixaram de acreditar nos político – partidários (e com razão), passando a optar por dar o apoio eleitoral aos candidatos que, pontualmente, se vão encostando aos chamados “Movimentos Independentes”, vestidos com a capa da “Cidadania” (que – diga-se – não é uma palavra vã). Assim, com Menezes à frente do maior Partido da oposição… Sócrates que se cuide!…

Responder

Anterior:

Seguinte: