Turismo e mais turismo. Receita para quase tudo. Resposta que tem andado na ponta da língua, dos responsáveis políticos (leia-se, socialistas) para os grandes problemas de Arouca.
Conceptualiza-se e reconceptualiza-se. Turismo «p’rá qui», turismo «p’rá acolá». Desde a praia fluvial ao cimo do monte.
Baralha-se e volta a baralhar-se.
Depois das caminhadas, do rio Paiva e dos desportos radicais, das parideiras, de falácias e mais falácias, eis que nos é anunciado, para uma serra ardida e abandonada, mais um «passo importante» a caminho de lado nenhum; o encontro de montanhismo na Serra da Freita. Sim, essa emblemática serra destruída pelo fogo, pelas ventoinhas, pelo «patos bravos». Sim, essa da «rede natura», agora desnaturada! Sim, essa ex-líbris de Arouca!
Interroguemo-nos de que vale esse tão propalado potencial. Todo o potencial da terra, do património natural, do património construído se não é tornado em mais valia. Que não cria riqueza, sobretudo para os arouquenses…
Foto: Guilherme Carvalho

Óscar Brandão é professor e vereador da Câmara Municipal de Arouca
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