A propósito do país…

29 de Abril de 2007

em Arouca,Autarquia

Nem a Primavera – que chegou triste e fria – traz aos portugueses razões para sorrir. É difícil perante o quadro sombrio que nos é dado pela incapacidade das gentes lusas de vencer as dificuldades e ultrapassar a crise.
As notícias são más. Muito más, apesar do défice ter diminuído e o Governo de Sócrates ter feito uma festa…e «Arouca», que não o concelho (mas sim o Luís da Universidade Independente), andar nas bocas do Mundo.
E por Arouca?
- As coisas vão piorando. O quadro é depressivo. Não só do ponto de vista económico como social e até político.
Ao longo dos últimos anos o número de arouquenses desempregados e com o Rendimento Social de Inserção não para de aumentar. Tal como são muitos aqueles que batem à porta da autarquia pedindo «pequenas» ajudas para tudo e mais alguma coisa (medicamentos, pequenos arranjos nas habitações, passe dos filhos, etc.). Arouca tarda em recuperar do fecho da Clarks. E já lá vão meia dúzia de anos. É caso para perguntar para onde vamos em termos de coesão social!
Os arouquenses (tal como os portugueses) voltam a emigrar. O pior sintoma de todos!
A Câmara socialista que deveria ser um dos principais agentes dinamizadores para a criação de condições para o progresso e desenvolvimento entretém-se a fazer, à semelhança do governo da nação, propaganda – através de todos os meios ao seu alcance. Onde se esperava determinação, coragem para inovar, capacidade empreendedora vê-se calculismo e o «continuar uma caminhada» que não leva a lado nenhum.
E por falar na Câmara… Ainda duas breves notas.
Tal como já foi denunciado pela oposição social-democrata, não só no anterior Executivo como no actual, alguém continua a alimentar um esquema ilegal de prestação de serviços às Juntas de Freguesia. Apesar de múltiplos aspectos que devem ser apreciados à luz da lei, há um, entre muitos, que sobressai do ponto de vista político: o poder discricionário para ceder o equipamento e máquinas às Juntas de Freguesia, conforme os credos e a cor política. Quase sempre são as mesmas as beneficiadas. Queixam-se muitos dos autarcas de freguesia.

E quando…entre almoços e jantares.
O assunto não é novo. É recorrente…e dai a fama e provavelmente o proveito…de alguns, naturalmente. Arouca recebe bem! Muito bem, só que, com o dinheiro do povo é um bocado aborrecido e naturalmente reprovável. De facto, não se percebe a incontrolável e desmedida generosidade da Câmara – na pessoa do seu Presidente é claro – em oferecer almoços e jantares a torto e a direito e à revelia do Executivo Municipal.
O tema teve já «honra» de tratamento em sede de reunião do Executivo Municipal. A propósito da concentração dos Porches…

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